MFF 2019: Memórias de Uma Língua de Cão de Marilú Namoda

“Memórias de uma Língua de Cão” é uma instalação imersiva que surge a partir das minhas memórias de infância. Memórias que marcam a relação que estabeleço com a minha língua indígena – O Chwabo. Um passado-presente de aprendizados proibidos, interrompidos e que permanecem fragmentados. Memórias que servem para nos lembrar das concepções civilizatórias racistas que foram criadas e impostas sobre nós e que inconscientemente reproduzimos, todos os dias. O elemento central desta proposta artistíca é um alfabeto re-criado com base em referências visuais e de significado do sistema ancestral de escrita simbólica Bantu e algumas das poucas palavras em Chwabo que tenho memória. A instalação pretende questionar identidades étnicas na pós-colonialidade e construir um espaço utópico (pastopias) de resignificação deste legado histórico como uma experiência de cura para traumas identitários intergeracionais. O que significa ser um povo Bantu hoje?”

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