Jazz P: Moçambique acolheu-me e me deu carinho

 

Vive em Moçambique há uma década. E é neste país que se diz ser muito feliz artisticamente por ter recebido amor no primeiro momento em que pisou o solo moçambicano. A rapper de eSwatini tem o seu sonho de conquistar o reconhecimento das mulheres no hop-hop. 

 

Há quase uma década escolheu Moçambique para viver. Segundo li num artigo da Sapo, a Jazz escolheu Moçambique por ser o país com um mundo do hip hop mais amplo comparativamente ao Reino eSwatini. Gostava, no entanto, de saber, o que terá motivado que o país escolhido fosse Moçambique e não um outro país africano que também tem um mundo hip hop consideravelmente amplo?

Escolhi Moçambique por várias razões. A primeira razão é que, na verdade, Moçambique escolheu me a mim primeiro. Depois de um concerto em Maputo no qual cantei a música “oh Jah”fui convidada para colaborar com Ras Haitrm num festival denominado Tunduro. Deve ter sido em 2009 ou 2010.

Depois recebi um convite para também trabalhar com a Dama do Bling. Fizemos uma música bonita que teve até um vídeo.

Em Moçambique há um forte movimento hip-hop, constituído por jovens da minha faixa etária – eu tenho 38 anos.

Com tudo isso, quero dizer que fui sempre bem acolhida em Moçambique. O meu talento, neste país que ama o hip hop, foi reconhecido na primeira vez que cá actuei. Fui muito bem acolhida e acarinhada.

Lembrando um pouco do primeiro álbum lançado em Moçambique, “in my heart”, pode recuar no tempo e nos falar da forma como este foi recebido, tratando-se de um álbum cuja autora ainda não era muito conhecida no país?

Na verdade foi com este álbum que tornei conhecida entre o público moçambicano. Passei a ser cumprimentada nos chapas, mercados, etc…

Em 2018, fui para Beira e Chimoio. Fiquei muito emocionada ao notar que a minha música é ouvida nestas duas cidades. Através das entrevistas que me fizeram nas rádios, notei que as pessoas acompanham o meu trabalho há já bastante tempo

Haverá algum outro estilo moçambicano que aprecia e que algum dia se desafiaria a fazer?

Gosto de Kizomba. Mas este não é um estilo moçambicano. Mas tenho a pretensão de fazer um dancehall flow num beat de Kizomba – um estilo de música semelhante ao que fazem os Afro Majaha.

É considerada a primeira-dama do Hip Hop no eSwatini. De onde veio a influência em si de fazer este estilo musical que não era e continua a não ser muito explorado no eSwatini?

Sim hoje estou num posição que permite promover uma imagem positiva das mulheres no hip-hop. Um dos meus objectivos é contribuir para o reconhecimento das mulheres no hip-hop.  Eu tenho muita fé no sucesso das mulheres nesta cultura.

 

 

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