Pílula do Dia Seguinte: como funciona, como tomar e dúvidas comuns

A pílula do dia seguinte é um método contraceptivo de emergência, usado apenas quando o método contraceptivo habitual falha ou é esquecido. Ela pode ser composta por levonorgestrel ou por acetato de ulipristal, que funcionam atrasando ou inibindo a ovulação.

As pílulas contendo levonorgestrel podem ser usadas até 3 dias após o contato íntimo e as pílulas contendo acetato de ulipristal podem ser usadas até 5 dias após as relações sexuais desprotegidas, no entanto, a sua eficácia diminui à medida que os dias passam e por isso devem ser tomadas com a maior brevidade possível. Elas podem ser compradas em farmácias e o preço pode variar entre 7 e 36 reais, dependendo da substância ativa utilizada.

Como funciona

A pílula do dia seguinte atua inibindo ou adiando a ovulação, dificultando a entrada do espermatozoide no útero e possivelmente na maturação do oócito. Além disso, pode alterar os níveis hormonais após ovulação, mas é possível que atue também de outras formas.

A anticoncepção oral emergência não tem nenhum efeito após a implantação ter se completado, não interrompendo, nestes casos, uma gravidez em andamento.

Quando e como tomar

A pílula do dia seguinte deve ser usada em casos de emergência, sempre que existir o risco de uma gravidez indesejada, e pode ser tomada em situações como:

  • Relação sexual sem preservativo ou rompimento do preservativo.
  • Esquecimento da toma da pílula contraceptiva regular, especialmente se o esquecimento ocorreu mais do que 1 vez na mesma cartela.
  • Expulsão do DIU;
  • Deslocamento ou retirada do diafragma vaginal antes de tempo;
  • Casos de violência sexual.

Para que a gravidez possa ser evitada, a pílula do dia seguinte deve ser tomada o mais rápido possível, após o contacto íntimo desprotegido ou falha do método contraceptivo usado regularmente.

Esta pílula pode ser tomada em qualquer dia do ciclo menstrual, e pode ser ser tomada com água ou alimentos. Cada caixa contém apenas 1 ou 2 comprimidos para toma única.

Possíveis efeitos colaterais

Após o seu uso, a mulher pode sentir dor de cabeça, enjoos e cansaço e após alguns dias também pode notar sintomas como:

  • Dor nas mamas;
  • Diarreia;
  • Pequeno sangramento vaginal;
  • Antecipação ou atraso da menstruação.

Estes sintomas estão relacionados aos efeitos colaterais do medicamento e é normal que a menstruação fique desregulada por algum tempo. O ideal é observar estas alterações e se possível anotar na agenda ou no celular as características da menstruação, para poder mostrar ao ginecologista numa consulta.

9 Dúvidas comuns sobre a Pílula do dia Seguinte

Muitas dúvidas podem surgir sobre a pílula do dia seguinte. Algumas das mais comuns são:

  1. Posso engravidar mesmo tomando a pílula do dia seguinte?

Apesar de ser indicada para evitar a gravidez indesejada, a pílula do dia seguinte não é 100% eficaz se for tomada após 72 horas da relação sexual. Mas quando ela é tomada no mesmo dia, é pouco provável que a mulher engravide, no entanto, existe essa possibilidade.

O mais sensato é esperar alguns dias até a vinda da menstruação, e em caso de atraso pode-se fazer um teste de gravidez que se compra na farmácia. Veja quais são suas chances de estar grávida respondendo a este teste online:

  1. A pílula do dia seguinte atrasa a menstruação?

Um dos efeitos colaterais da pílula do dia seguinte é a alteração da menstruação. Assim, após tomar as pílulas, a menstruação poderá ocorrer até 10 dias antes ou depois da data esperada, mas na maior parte dos casos, a menstruação ocorre na data esperada com uma variação de cerca de 3 dias para mais ou para menos. No entanto, caso o atraso se mantenha, deve-se fazer o teste de gravidez.

  1. A pílula do dia seguinte aborta? Como funciona?

A pílula do dia seguinte não aborta porque ela pode funcionar de diferentes formas, dependendo da fase do ciclo menstrual em que for utilizada, podendo:

  • Inibir ou retardar a ovulação, o que evita a fecundação do óvulo pelo espermatozoide;
  • Aumentar a viscosidade do muco vaginal, dificultando a chegada do espermatozoide ao óvulo.

Assim, se já tiver ocorrido ovulação ou se o óvulo já tiver sido fecundado, a pílula não impede o desenvolvimento da gravidez.

  1. Quantas vezes posso usar?

Esta pílula só deve ser usada esporadicamente porque tem uma dose hormonal muito alta. Além disso, se a mulher tomar a pílula do dia seguinte mais de uma vez por mês, ela pode perder seu efeito. Por isso, este medicamento só é indicado para situações de emergência e não como método contraceptivo frequente.

  1. A pílula do dia seguinte faz mal?

Esta pílula só faz mal se for usada mais de 2 vezes no mesmo mês, o que aumenta o risco de doenças como câncer de mama, câncer de útero, problemas numa futura gravidez, podendo aumentar também o risco de trombose e de embolia pulmonar, por exemplo.

  1. A pílula do dia seguinte causa infertilidade?

Não existe nenhuma comprovação científica de que o uso esporádico dessa pílula possa causar infertilidade, má formação do feto ou gravidez ectópica.

  1. A pílula do dia seguinte altera o funcionamento do anticoncepcional?

Não, por isso a pílula anticoncepcional deve continuar sendo tomada regularmente, no horário habitual, até o final da cartela. Após o fim da cartela deve esperar que a menstruação desça e no caso de a menstruação não descer, deve consultar o ginecologista.

  1. A pílula do dia seguinte funciona no período fértil?

O período fértil é o momento do ciclo menstrual em que há maior probabilidade de ocorrer fecundação. Este período começa cerca de  72 horas antes da ovulação, que é o tempo médio de vida de um espermatozoide, e acaba cerca de 24 horas depois, que é o tempo médio de vida de um óvulo.

  1. A pílula do dia seguinte faz efeito caso ocorram relações sexuais desprotegidas posteriores à toma?

Não. A pílula do dia seguinte não é um método contraceptivo e apenas deve ser tomada em situações de emergência. Caso a pessoa já tenha tomado uma pílula do dia seguinte, como método de emergência, e no dia a seguir à toma tiver relações sexuais desprotegidas, existe o risco de engravidar.

O ideal é que a mulher converse com o seu ginecologista e comece a tomar um anticoncepcional.

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