Carlos Serra expõe material reciclado

Tampas de garrafas plásticas e demais objectos do mesmo material estão patentes em obras de arte na exposição “Nós, os Oceanos e o Plástico”, do ambientalista Carlos Serra que foi inaugurada na noite de quarta-feira na Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo.

As 23 obras, a serem exibidas até 31 deste mês, resultam da reciclagem de lixo que o ambientalista vem recolhendo nas praias do país no quadro da sua campanha denominada “Operação Caco”.

A opção pelo plástico, dentre tanto material que tem encontrado no seu trabalho, deve-se ao facto de ser o mais nocivo que há para o meio ambiente, devido à sua composição química.

“Tampa é o que mais encontramos na recolha de lixo que temos vindo a fazer nas praias. É, sem dúvida, um elemento dominante e nocivo ao meio ambiente. Por essa razão aproveitei-o para este trabalho”, explicou.

Detalhou que com os mesmos materiais foi fazendo desenhos, unindo as tampas em função das suas cores e emoldurando-as em madeira e vidro.

Para a próxima exposição, que será a segunda parte desta, pretende não usar nenhum material convencional na sua produção artística, tudo visando dar primazia apenas aos produtos recicláveis.

Na exposição “Nós, os Oceanos e o Plástico”, para além do meio ambiente, Carlos Serra homenageia Malangatana, Naguib e Miguel Cesar, três artistas plásticos que muito admira.

“Este foi outro caminho que encontrei para chamar a atenção das pessoas sobre os impactos da má gestão de resíduos sólidos no ambiente”, assumiu o ambientalista.

Desta forma, a intenção é colocar o país na rota da campanha global de combate a má gestão de produtos plásticos.

Carlos Serra entra, desta maneira, para o universo da arte contemporânea, uma corrente que questiona, até sob ponto de vista estético, o conceito de arte que durante séculos guiou este universo.

 

Fonte:Notícias

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