A imponência dos novos edifícios da Coreia do Sul

Maputo e Seul estão separadas por cerca de 12 mil Quilómetros, um voo de aproximadamente 16 horas. a nossa viagem iniciou-se no aeroporto inTernacional de Maputo, com uma escala no aeroporto internacional oliver Tambo, em Joanesburgo.

Até à chegada à “terra do rand” tudo corria muito bem, pois ainda não tinha avaliado bem a distância que devia percorrer para chegar a um dos quatro “Tigres Asiáticos”, a Coreia do Sul. Começamos a contagem na África do Sul. O próximo destino era Qatar, concretamente o Aeroporto de Doha. Mas, antes de chegar ao continente asiático, tive a oportunidade de desfrutar da imponente imagem aérea do monte mais alto de África, o Kilimanjaro, com uma altitude de 5.895 metros. Foi marcante e indelével a visão, porque era a primeira vez que olhava para uma imagem que antes somente tivera a oportunidade de ver nos manuais escolares. Estava somente no início da longa jornada. Como forma de “matar o tempo”, antes que o tempo tomasse a mesma iniciativa em relação a mim, fui vendo um filme para me descontrair. A escolha foi “A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2”. Após muita resistência, e mais de cinco horas de voo, fui vencido pelo sono. Acordei para me alimentar. Oito horas de voo, tinha finalmente chegado ao continente asiático, a Doha. Queria guardar uma pequena lembrança do bonito aeroporto. Pedi a um colega que me tirasse uma foto. Depois do primeiro flash da máquina fotográfica, aproximou-se um polícia que disse: is not allowed to take photos (não é permitido tirar fotos). Para a minha felicidade e, creio eu, infelicidade do police-man, a foto já tinha sido tirada e a imagem repousava no cartão de memória da minha máquina fotográfica.

Ficamos quase hora e meia para retomar a nossa viagem. O tempo de repouso deu para ver um pouco da beleza do Qatar, da elegância dos seus serviços aeroportuários e da corrida das pessoas no vasto aeroporto. Entramos no avião e iniciámos a última etapa. Para chegar a Seul foram mais oito horas de voo. Na Coreia do Sul tive a real dimensão da grandeza da riqueza dos países que fazem parte do grupo dos “Tigres Asiáticos”.

O país da tecnologia

Coreia de Sul é um país com uma área de cerca de 100 mil quilómetros quadrados (Moçambique pode acolher mais de sete países com a sua dimensão) e com uma população estimada em 50 milhões de habitantes (mais do dobro da moçambicana).

zonaO “Tigre Asiático” não dispõe de recursos naturais mas, em compensação, apostou nos recursos humanos, que conferem ao país o estatuto de gigante no mundo tecnológico. É impossível conhecer a Coreia do Sul e não nos deslumbrarmos com a imponência dos seus edifícios altos, das auto-estradas, da tecnologia que desafia os obstáculos colocados pela natureza. A província de Incheon é o  exemplo claro da supremacia humana sobre a paisagem. A cidade está a ser construída por cima do mar. A Zona Económica Especial de Incheon vai ser a porta de entrada do investimento no país   e uma das maiores referências no uso de tecnologia de ponta.

Manifestação Cultural

Os coreanos não vivem só de tecnologias. A cultura também tem o seu lugar reservado na vida dos habitantes. Assistir a uma manifestação cultural no centro da capital da Coreia do Sul, precisamente no Palácio Changgyeonggung, é uma boa sugestão. O edifício foi o Palácio de Verão do imperador Goryeo e mais tarde tornou-se um dos “cinco grandes palácios” da Dinastia Joseon.

Acolhimento formidável

O Aeroporto Internacional de Incheon dista cerca de 50 quilómetros do centro de Seoul. Elegância, generosidade, atenção, eficiência são alguns dos adjectivos que se lhe aplicam e que pude vivenciar em Incheon. A palavra “fila” não consta do vocabulário dos serviços prestados naquele aeroporto. Em Incheon passam aviões de 77 companhias aéreas, que voam para 164 cidades de 49 países. Em termos de prestação de serviços, o Aeroporto Internacional de Incheon é líder mundial, tendo ganho oito pré- mios consecutivos nessa categoria. O Aeroporto de Incheon foi a minha porta de saída da Coreia do Sul. Depois do tratamento que recebi, ficou uma vontade no coração de voltar a ver o “Tigre Asiático”.

 

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