Os fracassos e as melhorias da tecnologia em 2017

2017 Foi um ano de grandes fracassos no mundo da tecnologia. As falhas, especialmente em segurança da informação, vêm rapidamente à mente. Por outro lado, há também exemplos de produtos e serviços que funcionaram bem. O The New York Time fez uma lista para relembrar os fracassos e as melhorias da tecnologia no presente ano.

OS FRACASSOS

Uber
O Uber está nessa lista mais pela suas falhas em gerenciar a empresa e sua cultura do que como aplicativo. A empresa foi um ímã para escândalos nesse ano. Após funcionárias denunciarem assédio sexual no escritório, a companhia fez uma investigação interna e demitiu 20 pessoas. O The New York Times noticiou também que a empresa tem um programa secreto, chamado de Greyball, para monitorar e evitar fiscalizações.

Além disso, a Waymo, unidade de desenvolvimento de carros autônomos da Alphabet (empresa dona do Google), processou o Uber, acusando a startup de roubar seus segredos. E não para por aí: recentemente, a empresa informou que hackers roubaram 57 milhões de contas de motoristas em outubro de 2016, fato que foi mantido em segredo por mais de um ano. Travis Kalanick se demitiu do cargo de CEO, em meio à revolta dos acionistas. O novo chefe, Dara Khosrowshahi, agora enfrenta o desafio de consertar a reputação da empresa.

Contas falsas no Twitter e Facebook
Em 2017, foi revelado que muitos internautas foram alvo de propaganda e fake news em 2016, impulsionados por agentes russos. Muitos dos posts em plataformas como Twitter e Facebook, que provavelmente influenciaram as eleições dos Estados Unidos em 2016, eram falsos. Neste ano, investigações revelaram que operadores russos usaram centenas de milhares de bots — contas automáticas que fingiam ser pessoas reais — para propagar mensagens contra a democrata Hillary Clinton.

Tanto o Facebook quanto o Twitter afirmaram que ampliaram os esforços para desativar as contas falsas, mas o dano já foi feito.

Equifax
Quando um ataque cibernético ocorre, você normalmente só precisa trocar suas senhas ou cancelar seus cartões. Mas o que aconteceu neste ano com a Equifax, uma das três maiores empresas de crédito ao consumidor nos Estados Unidos, foi sem precedentes.

Hackers exploraram um ponto fraco no software da empresa para acessar os documentos de 145 mil clientes. O pior, segundo o The New York Times, é que nenhum consumidor escolhe ser cliente da Equifax, o que significa que qualquer um que tenha um algum crédito no mercado provavelmente está vulnerável ao ataque. Isso provavelmente trará problemas por anos. Os principais executivos da empresa se demitiram depois do ocorrido, mas a empresa ainda não anunciou o que fará para se prevenir de ataques futuros.

O QUE MELHOROU
Sim, é preciso falar dos fracassos, mas também é importante reconhecer que algumas tecnologias que não funcionavam muito bem tiveram muitas melhorias neste ano.

Smartwatches
Quando o Apple Watch foi lançado, em 2015, não era um produto muito prático. O relógio inteligente era lento, era preciso ter um iPhone para operar, a bateria durava muito pouco e o preço era considerado alto demais. Mas, nesse ano, com o Apple Watch Series 3, que introduziu a conectividade opcional com o celular, a empresa conseguiu tornar o relógio mais independente do smartphone.

Um problema fazia com que o relógio ocasionalmente perdesse a conexão com o celular, mas a Apple consertou o problema rapidamente com uma atualização de software. Além disso, a empresa melhorou a bateria, que é capaz de durar mais de um dia, segundo os usuários. Os aplicativos também funcionam agora com mais agilidade.

Nintendo
Nos últimos anos, os consoles de videogame mais vendidos não tinham o logo da Nintendo. Mas o Nintendo Switch, lançado esse ano, foi um grande sucesso. O dispositivo vale por dois: tanto como um console, para o usuário usar em casa, quanto como um videogame móvel.

As pessoas amaram a novidade. A Nintendo vendeu mais de 10 milhões de unidades desde março.

Smart Home
Ano após ano, dizem que tudo na sua casa será conectado à internet e automatizado. Essa imagem começa finalmente a se tornar uma realidade. Nesse ano, tornou-se possível comprar acessórios conectados, como lâmpadas, termostatos e câmeras de segurança, que funcionam bem e podem ser controlados por voz, acionando assistentes virtuais como a Alexa, da Amazon, o Google Home ou a Siri, da Apple.

O jovem mercado de casas inteligentes está crescendo rapidamente. A empresa de pesquisa NPD Group afirma que 15% das casas nos Estados Unidos com internet têm um dispositivo de automação, ante 10% em abril de 2016.

Reconhecimento facial
A tecnologia para desbloquear um dispositivo ou abrir uma porta por reconhecimento facial costumava ser coisa de ficção científica. Muitas empresas tentaram isso sem sucesso — o sistema da Samsung, por exemplo, podia ser enganado se alguém segurasse uma fotografia na frente da câmera. Outras empresas tiveram problemas ainda piores, como a dificuldade de identificar pessoas com tons de pele mais escuros.

Mas, nesse ano, o iPhone X realizou o feito. O sistema envia pontos infravermelhos e usa as informações para criar uma imagem 3D detalhada para determinar se a pessoa que está na frente do smartphone é a proprietária do dispositivo. E o programa “aprende” a reconhecer a sua face ao longo do tempo. Portanto, se seu rosto muda (fica com mais barba, por exemplo), o sistema ainda funciona. É o primeiro exemplo de reconhecimento facial confiável em um dispositivo que chega às mãos dos consumidores.

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